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Jun 062012
 

lao tzu tao te ching

O Tao Te Ching (traduzível como “O Livro do Caminho e da Sua Virtude“) terá sido escrito por volta do século VI ac, por um sábio Chinês chamado Lao Tzu. Desde então, esta admirável compilação de poemas tornou-se no principal texto de referência do Taoismo – comparável talvez à Biblia dessa religião. A meio caminho entre texto sagrado e livro de poesia, encontramos no Tao Te Ching 81 textos que vale a pena revisitar regularmente. A presente visualização foi (algo livremente) adaptada do poema 11 desta colectânea.

Mai 302012
 

yeats os panos do céu

Esta visualização foi adaptada do texto “Aedh deseja os panos divinais” de Yeats. Aedh era um personagem arquetípico recorrente na obra deste poeta, que representava o afecto romântico. Simples e enaltecedor, este texto permanece uma das mais amplamente conhecidas composições de Yeats, que foi um dos autores mais influentes do Séc. XX.

“Se eu tivesse os mais sublimes bordados,
tecidos com tons de ouro e prata
sobre azul, com a matiz
da noite, da luz e da meia luz,

eu espalharia esses tesouros sob os teus pés:
Mas eu, sendo pobre, tenho apenas meus sonhos;

Eu espalhei meus sonhos sob os teus pés.
Caminha suavemente, pois palmilhas pelos meus sonhos.”

Mai 232012
 

Sugestão para banda sonora:

adaptação visual da poesia de Bocage

Manuel Maria Barbosa du Bocage

A presente visualização foi adaptada de um soneto da autoria de Manuel Maria Barbosa du Bocage. Ele foi um dos mais influentes poetas Neoclássicos em Portugal, sendo conhecido sobretudo pela criação de textos com grande carga emocional.

Fiel às suas origens, “O Remorso” é uma reflexão grandiosa sobre o que é uma emoção fundamentalmente simples, que todos os seres humanos experienciam mais cedo ou mais tarde.

Mai 162012
 

liberdade por Alberto Caeiro

Este poema é da autoria de Alberto Caeiro, um dos heterónimos principais de Fernando Pessoa – que é certamente um dos poetas Portugueses mais amplamente influentes da modernidade: um autor cuja criatividade era tão vasta que se transcendeu a si próprio. Pessoa desenvolveu conscientemente inúmeras personalidades criativas; diferente de um mero pseudónimo, tratavam-se de aspectos multifacetados de si: completas com as suas próprias identidades, estilos criativos e ambições, histórias de vida e mesmo cartas astrais. Pessoa criou dezenas de tais “outros eus” (pelo menos 81 foram já documentados), sendo que quatro destes foram tão meticulosamente desenvolvidos que poderiam facilmente passar por pessoas reais.

Alberto Caeiro foi assim um dos heterónimos principais de Fernando Pessoa. Ele foi imaginado como sendo uma simples pessoa do campo, sem quaisquer aspirações ou ambições. Caeiro seria uma pessoa simples e sem educação, completamente aliviado de qualquer fardo de pensamento. Pessoa concebeu-o como alguém que “vê as coisas com os olhos, não com a mente“. Dada a espontânea qualidade do ser observável em Caeiro, os outros heterónimos (incluindo o próprio Pessoa) reverenciavam-no como sendo o “Mestre ingénuo”.

Mai 092012
 

kenji miyazawa

A Lírica Visual da semana é uma homenagem a Kenji Miyazawa, um dos poetas modernos mais queridos no Japão. Este autor levou uma vida simples e despretenciosa; era um poeta com capas de professor e activista social, fazendo sempre o seu melhor para ajudar os agricultores na sua aldeia empobrecisa.

A mensagem de Kenji Myazawa era sobretudo de compaixão, fé na humanidade, e perseverança. O poema aqui adaptado, cujo título original era “Ame ni mo makezu” é provavelmente a sua composiçã mais famosa, e sumariza efectivamente os seus ideais de vida.

Nesta adaptação visual, baseámo-nos sobretudo na tradução po David Sulz. Considerando as complexidades da língua Japonesa, recomemdamos que vejam estas traduções alternativas caso pretendam esclarecer algumas as passagens mais obscuras do texto.

Esperamos que tenham gostado de descobrir (ou relembrar) este mestre lírico Japonês!

Visitem-nos de novo na próxima Quarta para a próxima poesia ilustrada, e se estão a gostar — subscrevam e divulguem.

Mai 012012
 

Sugestão para banda sonora:

Poema publicado em Os sonetos completos de Antero de Quental

Tu que dormes, espírito sereno,
Posto à sombra dos cedros seculares,
Como um levita à sombra dos altares,
Longe da luta e do fragor terreno.

Acorda! É tempo! O sol, já alto e pleno
Afugentou as larvas tumulares…
Para surgir do seio desses mares
Um mundo novo espera só um aceno…

Escuta! É a grande voz das multidões!
São teus irmãos, que se erguem! São canções…
Mas de guerra… e são vozes de rebate!

Ergue-te, pois, soldado do Futuro,
E dos raios de luz do sonho puro,
Sonhador, faze espada de combate!